O pai do jovem de 18 anos, que foi acusado de dopar, estuprar, agredir e deixar em coma uma ex-colega de escola, na cidade de Coité do Nóia, no interior do estado, publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a inocência do filho. No registro (veja abaixo), ele nega as acusações e diz que o jovem é vítima da situação.
“Pessoal, o meu filho também foi vítima dessa situação. Ele não tinha intenção nenhuma de fazer mal a ela. Foi ela que convidou o meu filho para ficar com ela. Eles já haviam saído juntos no dia 27 de novembro e foi ela que começou a mandar mensagem para o menino, que estava no trabalho comigo. Ela começou a mandar mensagem perguntando o que ele iria fazer”, cita o pai em trecho do vídeo, que foi gravado ao lado do filho.
Ainda de acordo com o pai do acusado, a vítima teria passado mal durante a suposta relação sexual e o jovem a encaminhou para uma unidade hospitalar.
“Ambas as parte sabem que não houve estupro. Por um ano, ela estudava na mesma sala que o meu filho. Ela paquerava ele, são dois jovens. Ela paquerava o menino, mas ele tinha namorada e não quis ficar com ela. Quando ele terminou com a namorada, ele ficou com ela. Ele até me falou para não ir lá pra casa, para dormir na casa da rua, que levaria uma menina pra lá. Eu disse pra ele: não leve para a minha cama. Durante o ato, a menina passou mal. O meu filho foi um grande homem. Ele, a todo momento, deu assistência e prestou socorro a ela”, disse.
Veja, abaixo, o vídeo na íntegra:
MP pede prisão do jovem
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) pediu a prisão preventiva de um jovem de 18 anos acusado de dopar, estuprar, agredir e deixar em coma uma ex-colega de escola, na cidade de Coité do Nóia, no interior do estado. A vítima, de 19 anos, ficou com graves sequelas após o crime. O caso foi registrado em dezembro de 2024.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MP, os abusos e agressões aconteceram em uma chácara que seria da família do acusado do crime. O jovem teria se aproveitado da amizade que tinha com a vítima para atraí-la até o local. Após consumirem bebidas alcoólicas, ele teria praticado relações sexuais sem o consentimento dela e tentado impedir que ela deixasse o local.
O MP relata que foram encontradas algumas substâncias psicoativas em exames feitos na vítima. Entre as drogas estão a prometazina, diazepam, fenitoína, haloperidol e nordiazepam. O órgão ainda detalhou que uma dessas substâncias é bastante conhecida por ser usada na pratica crimes sexuais.